Implante



O implante dentário repõe a raiz de dentes perdidos por meio da inserção, no osso maxilar ou no mandibular, de um cilindro com roscas externas semelhantes a um parafuso, com diâmetro que varia, na maioria dos casos, entre 3 e 6 mm. Esse pino é feito de titânio puro, metal que não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e por esta razão não sofre a rejeição imunológica e se integra perfeitamente ao osso (osseointegração), sem nenhum tipo de rejeição óssea. Sobre os implantes é que são colocadas as próteses, seja de forma unitária ou múltipla, devolvendo ao paciente seu sorriso.

A seguir algumas dúvidas sobre Implantes:



  • O que é osseointegração?
    Osseointegração ou osteointegração é a união estável e funcional entre o osso e a superfície do pino de titânio. Este fenômeno ocorre após a inserção de peça em titânio dentro do osso e a migração das células ósseas para a superfície deste metal.
  • E se não possuo quantidade de osso adequada para receber um implante dentário?
    Estes pacientes são submetidos a outro procedimento cirúrgico, denominado enxerto ósseo que busca aumentar a altura ou a espessura do osso no local da cirurgia, permitindo assim a instalação do implante.
  • O que é cirurgia de enxerto ósseo?
    Um enxerto ósseo é um procedimento cirúrgico para acrescentar altura ou largura ao osso maxilar e/ou mandibular, visando aumentar seu volume para colocação de um implante em regiões que seriam inviáveis para tal prática. Eles podem ser feitos em uma cirurgia prévia á implantação e, nesse caso os implantes serão colocados após um período de cicatrização óssea de 6 a 12 meses. Quando possível, o enxerto ósseo é realizado na mesma cirurgia de colocação dos implantes.
  • Existe perigo de rejeição do implante?
    A taxa de sucesso dos implantes osseointegráveis é alta, havendo diversos estudos científicos comprovando sua eficácia, mesmo após décadas em função mastigatória. Existe, porém, uma possibilidade pequena de perda do implante (não ocorrência de osseointegração), em torno de 2 a 3% dos casos, normalmente logo após o período de instalação do implante. Nesses casos o implante é removido facilmente, podendo um novo implante se relocados no local.
  • Quais os riscos de uma cirurgia de implante?
    Quando a cirurgia é executada com a técnica correta os riscos são mínimos. A cirurgia é feita normalmente com anestesia local, e são muito mais simples que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como por exemplo, a extração de um dente incluso. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incômodo maior. Obviamente trata-se de um procedimento cirúrgico e pode ocorrer certo edema (inchaço), especialmente nos primeiros dias pós-operatórios. O edema é proporcional ao porte da cirurgia. Cirurgias de enxerto ósseo costumam provocar maior edema. Entretanto, existem medicações específicas para o controle da inflamação pós-operatória, com antibióticos (remédios que combatem a infecção) e analgésicos, que o cirurgião poderá prescrever em caso de necessidade. Outro risco é a perda de sensação da sensibilidade (parestesia) que na maioria das vezes é transitória.
  • Podem existir complicações relacionadas aos implantes?
    A principal complicação que pode ocorrer é a periimplantite que acomete o osso ao redor do implante. A periimplantite é uma patologia caracterizada pela inflamação do tecido mole ao redor dos implantes, sangramento, supuração e rápida perda óssea. Essa doença se estabelece em resposta a uma colonização de bactérias patogênicas, semelhante em muitos aspectos de periodontite que causa a perda dos dentes. Os implantes, assim como os dentes e gengivas, tem de ser muito bem limpos, utilizando-se os dispositivos (fio dental e escova dental) recomendados pelo seu cirurgião-dentista. Outras complicações são fraturas ou afrouxamento dos pequenos parafusos que prendem as próteses. Fraturas de implantes são raras de ocorrer, e quando acontecem estão relacionadas a planejamento de tratamentos inadequados ou a implantes colocados em posições desfavoráveis. O mais importante é o comparecimento regular ás consultas de manutenção para prevenir ou diagnosticar precocemente qualquer alteração.
  • É necessário realizar algum tipo de tratamento antes de colocar os implantes?
    Em alguns casos sim. Deve-se eliminar qualquer processo infeccioso pré-existente na cavidade oral, ou seja, tratamento periodontal (gengival), extração de dentes com focos de infecção bem como tratamento endodônticos (canais) devem ser realizados anteriormente à implantação. Todos esses aspectos fazem parte de um planejamento inicial realizado pelo profissional, que deve ser discutido abertamente com o paciente, antes do início do tratamento.
  • Quanto tempo demora o tratamento?
    O tempo de conclusão varia de caso para caso. Após a colocação, os implantes permanecem em repouso por um período que varia de 4 a 6 meses, para que ocorra o fenômeno da osseointegração (adesão do osso ao titânio) após este período os implantes são descobertos (cirurgia de reabertura) e uma prótese dentária provisória e conectada ao implante para em seguida ser confeccionada a prótese definitiva. Em alguns casos específicos, a prótese pode ser instalada já no dia da cirurgia do implante, realizando assim a carga imediata.
  • O que significa carga imediata?
    Hoje já é possível a colocação de prótese sobre implante no mesmo ato da cirurgia ou em ate 72 horas após o procedimento cirúrgico. Isso depende do lugar em que esta sendo colocado o implante, da qualidade e da quantidade óssea, do travamento em que esse implante teve no osso e de certos hábitos do paciente. Na carga imediata, se pula a fase em que o implante fica submerso na gengiva, passando direto para a programação e adaptação da prótese. Cabe ressaltar que independente das técnicas escolhidas (à exceção do protocolo Branemark), o que primeiramente é colocado na boca do paciente é o provisório e só depois do período de osseointegração do implante a prótese definitiva é colocada. A vantagem desse provisório é que podemos nesse tempo trabalhar com a gengiva dando o formato e criando a quantidade necessária para uma boa estética. Só durante a cirurgia que se pode ter certeza ou não da possibilidade do emprego dessa técnica. Caso não seja possível realiza-la o implante ficará submerso por período de quatro a seis meses.
  • O que significa protocolo Branemark e Implante Zigomático?
    Poderíamos resumir tudo como sendo uma prótese total (dentadura) fixa sobre o conjunto de implantes (entre 4 e 6 pinos, sendo 4 implantes o número mais comum altualmente), que reestabelece a estética branca (dentes) e a rosa (gengiva), desenvolvendo suporte labial e muscular. Pode ser empregada tanto na arcada inferior como na superior. Nessa última, além da vantagem de ser uma prótese fixa, ocorre à remoção do acrílico na região do palato (céu da boca), comum nas dentaduras móveis. No caso de perda óssea severa na arcada superior podemos usar o implante zigomático. Este implante evita a realização de enxerto ósseo o que reduz a conclusão do tratamento em até um ano.
  • O que é sedação?
    É uma técnica que permite a diminuição do nível de consciência do paciente que não afeta a sua habilidade de respirar e responder a estimulação física e o comando verbal. O paciente permanece sonolento, porém acordado (consciente).
    Logo antes do procedimento, um médico anestesiologista aplica um medicamento sedativo por via endovenosa (na veia).
    O médico anestesiologista permanece na sala durante todo o procedimento ou cirurgia, monitorando o paciente.
  • Por que fazer a sedação?
    Este tipo de procedimento é adotado para os pacientes que tem traumas, medo e para cirurgias complexas. A sedação dá uma sensação de conforto para o paciente, além de facilitar o trabalho do dentista.

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